Inteligência Artificial

Terceirização de Responsabilidades (IA)

Alex Sousa
Alex Sousa 3 min de leitura
Robo trabalhando em um escritório com cenário tecnológico

O assunto do momento é a inteligência artificial. Milhares de pessoas divulgam como ela pode e irá nos ajudar em tarefas, tornando nossas vidas mais produtivas e melhores. Mas será que isso é mesmo verdade? O tempo dirá! Enquanto isso, que tal fazermos uma reflexão? A internet e todo o avanço tecnológico te ajudam a ser mais produtivo? Para mim, parece o contrário. Sinto que nossos dias parecem menores do que quando eu era criança, uma época em que a informação era bem menos abundante. Hoje, tenho a sensação de que todos os dias fazemos de tudo: uma consulta com o psicólogo, ouvimos historiadores e críticos de todas as áreas, e nossa produtividade acaba ficando à deriva.

Já parou para se perguntar por que a Inteligência Artificial recebe esse nome? De forma muito simples, posso dizer que ela é alimentada com diversas informações, que passam por um processo de validação para separar o que é fato do que é mentira, o bom do ruim — tudo baseado em conceitos pré-definidos. Mas o centro de tudo está em praticar combinações de resultados, entre acertos e erros. Recentemente, vi uma corrida de ratos-robôs em que programadores elaboravam algoritmos para que seus robôs atingissem o objetivo no menor tempo possível. Esses algoritmos, basicamente, eram tentativas e erros: "Se isso acontecer no caminho, volte e escolha outro."

Entretanto, a complexidade desses algoritmos se torna tão grande que atribuímos o nome de Inteligência Artificial a eles. No fundo, é uma imitação (grave bem esta palavra!) do que nós, seres humanos, somos capazes de fazer. Quero reforçar que somos máquinas incríveis, capazes de clonar parte do nosso comportamento em outra máquina. Mas, o que aconteceria conosco se delegássemos todo o nosso trabalho a terceiros?

Pense fisicamente: imagine que você tem um robô que pode ir ao mercado por você, buscar sua comida e até levá-la à sua boca, sem que você precise sair da cama. O quão "otimizada" sua vida ficaria? Será que haveria prejuízo à sua saúde física? Não sou médico, mas isso me leva a pensar que o resultado final não seria positivo.

Agora, reflita sobre o lado cognitivo: imagine que você não precisa mais fazer nenhum tipo de cálculo, nem ser criativo, porque pede para uma inteligência artificial criar uma música e ela sai pronta. Você tem uma banda musical sem estresse com integrantes. Ou talvez você queira criar um programa de computador superinteligente que gerencie suas contas. Isso não seria interessante? Mas, e sua saúde mental? Como ela ficaria após dois anos sem que você fizesse absolutamente nada, terceirizando todas as suas atividades? Você teria orgulho de um quadro "pintado" por sua inteligência artificial?

Trabalho com tecnologia há mais de 20 anos e amo toda a evolução tecnológica. Porém, com este post, quero encorajá-lo(a) a criar conteúdos para sua audiência, em vez de pedir a um robô para criar uma postagem viral. Quero incentivá-lo(a) a oferecer algo autêntico para quem você ama, baseado em sua própria experiência, e não em algo gerado por uma inteligência artificial. Use a sua inteligência para buscar conhecimentos diversos com a ajuda da inteligência artificial, mas não delegue a ela as suas conquistas.

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